"(...)Meias verdades
E muita insensatez."

(Flora Figueiredo)

quinta-feira, 24 de março de 2011

Des(a)tino

A minha intenção era encurtar essas esperas e veja só o que me aconteceu... Estou do lado de fora dos meus planos e não consigo tomar a direção certa. Porque a direção certa parece não existir.

domingo, 6 de março de 2011

Escudo, escuro.

Tinha faltado luz. Só restava fechar os olhos e desejar muito alguma coisa, qualquer coisa que não fosse aquela escuridão. Senão, a escuridão poderia me engolir.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Mais uma prece

Deus, não deixe que eu perca a paciência, nem que me falte coragem. Porque agora, mais do que tudo, eu preciso de coragem e paciência.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

In-decisão

Estou no meio de uma ponte que pode desabar. Não posso voltar. Mas se eu arriscar seguir, não sei o que me espera.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Sob(re) a lucidez

Estou em uma sala de espera e o ônibus nunca chega. Está atrasado, avisa a assistente. O ônibus, para mim, sempre parece estar atrasado. E eu.. vou ficando pela sala de espera. Aqui é bem frio, mas a moça do café quer me deixar lúcida. A lucidez, na sala de espera, é um tormento.
E me pedem para ter paciência

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Des-coberta

Nasci rosa.
Me doo quieta, indefesa; apesar dos muitos espinhos.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

“Cada vez mais acho tudo uma questão de paciência, de amor criando paciência, de paciência criando amor.”

(Clarice Lispector)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

"Afinal, há é que ter paciência, dar tempo ao tempo, já devíamos ter aprendido, e de uma vez para sempre, que o destino tem de fazer muitos rodeios para chegar a qualquer parte."

(José Saramago)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Entre o labirinto

Qual o momento certo de parar? Não me escutas, eu sei. Mas basta querer-te demais e teus ouvidos se desabrocham sobre mim. E o teu perfume continua a me encantar. O que fizemos de nossas vidas, meu bem? Você, cravo entre mil rosas; enquanto eu, esquecida no jardim. Há muito tempo deixamos de cuidar do que se transformou em ausência. E eu, que fui regar a minha flor, acabei afogando tudo o que restava. Então, agora não resta quase nada, não é? As águas arrastaram tudo e as nossas promessas foram diluídas pelo tempo. O tempo parece estar sempre contra a gente, meu querido. E essas águas nunca mais serão as mesmas. O seu perfume continua a encantar outras moças, enquanto eu tento achar uma saída nesse labirinto que fiz questão de me enraizar. Sair daqui, antes de tudo, será tirar-me a vida e tudo o que um dia era meu e se foi. A dor da perda, benzinho, só é anestesiada com outros ganhos. Porque cura, cicatriz fechada... Isso é impossível. No amor, tudo é exposição. E eu me doo por inteira.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Para as janelas que irão se abrir

“(...)Sossega, o que vai acontecer, acontecerá. Relaxa, baby, e flui: barquinho na correnteza, Deus dará”
(Pálpebras de Neblina, Caio Fernando Abreu)
Então, agora é o momento em que as portas se fecham para que as janelas possam ser abertas. Que tragam ventos bons e muita luz, para iluminar esses ciclos escuros que penaram por aqui. Contudo, por ser época de novos ciclos, aqueles que não foram encerrados tendem a voltar. Afinal, não há como abrir espaços para novos ciclos se os velhos ainda não foram fechados.