"(...)Meias verdades
E muita insensatez."

(Flora Figueiredo)

terça-feira, 17 de abril de 2012

"E tem certas coisas que a gente aprende só com o tempo.
Respeitar o tempo, por exemplo."
(Bibiana Benites)
Compactue com o meu desespero, seja a minha solidão a dois. Mas seja alguma coisa. Porque alguma coisa falta, alguma coisa dói e alguma coisa fere. Nada mais justo que alguma coisa continue. Sem nomes, sem fantasia, sem rosto, a coisificação de nós segue o seu rumo. Pode não ser o mais certo ou o melhor, mas ainda sinto tudo isso se afastando de mim. Vai ver a gente era mesmo dos que ficam no caminho, no meio e não no fim. No fim, meu amor, só fica o que tem de vingar.

sexta-feira, 23 de março de 2012

"A maior parte das vezes, para escapar ao sofrimento refugiamo-nos no futuro. Julgamos que a pista do tempo tem uma linha marcada para lá da qual o sofrimento presente há-de cessar."
(Milan Kundera, A Insustentável leveza do Ser.)

sábado, 17 de março de 2012

Pousa os teus olhos sobre os meus, porque há sempre qualquer coisa que falta.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Para toda a sorte

O próximo passo era não pensar em coisa alguma. Ir levando do jeito que era, do jeito que tinha de ser. Não havia nada a fazer, além de parar de lamentar as perdas. Agora, memória curta e uma janela aberta curariam qualquer problema. O que é leve demais, meu amor - às vezes - o tempo leva.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

"Sem pensar em nada mais, fecho os olhos para esquecer. Dorme, menino, repito no escuro, o sono também salva. Ou adia."
(Estranhos Estrangeiros, Caio F. Abreu.)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

"(...)não é verdade que alguma vez tivesses sequer pensado numa possibilidade de salvação: sabias desde o começo da consistência ácida do que tecias, e no entanto persistias nela, como quem penetra num beco sem saída, caminhando pela estreita dimensão que sabias desde sempre intransponível: sim, tu sabias deste momento a construir-se desde o começo, e não fizeste nenhuma tentativa de evitá-lo..."
(Conto: O Afogado; O Ovo Apunhalado, Caio F.)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

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"Eu tô levando tudo de mim
Que é pra não ter razão pra chorar
Vê se te alimenta
E não pensa que eu fui por não te amar"
(Adeus você, L.H.)
- Enfim, eu só vim mesmo pra saber como você está...
(Silêncio: como estamos, o que vai ser de nós, se ainda há nós. O que está acontecendo,benzinho? Porque você tem que se mostrar distante desse jeito? Eu entendo, eu bem entendo porque eu também sofri. Mas você pareceu seguir tão bem, e pareceu se encaixar em outros mundos tão perfeitamente. Eu recolhi os cacos, limpei a casa e comprei outro vaso para flores. Mas ao contrario de você, que sempre troca de buquê, eu fui foi querer deixar a semente lá, pra esperar crescer. E toda vez que eu penso que a semente vai vingar... não sei se está faltando luz ou se eu reguei demais, com meus olhos.
Agora, eu estou aqui. Nesse silencio que vai me dilacerando. Só o que eu queria era não estar aqui, não aqui exatamente... mas aqui desse jeito. Porque desse jeito, meu amor, não dá mais. Eu sei que não dá mais. Eu vou me acostumar a falta, porque a ausência... essa sempre existiu.)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Tudo novo, de novo.

Quero a brisa leve do ano que chegou, e um amor doce feito mel. Quero perder o medo de amar de novo, o novo. Dessa vez, fiz um pedido ao acender as velas, quis ser feliz. Peço, com cuidado, para que não nos queimem com essa chama que se chama esperança. Espera, criança. O ano novo chegou e é tudo novo, de novo.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O que você tem de novo para o ano novo?

Que não nos falte coragem e fé, porque o que ilumina por dentro, irradia.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

"Um dia veremos, um dia aprenderemos. Há sempre coisas novas. Sempre ligadas à antiga existência." (Frida Kahlo) Quando antes, sentia que ver doía cada vez mais. Deixo-te voar, meu amor. Na esperança de que você não tarde a voltar. Voa e trás de volta o que ainda sobrou de mim. E quando tiveres prestes a ir, escorre-me pelas mãos e pelo ventre, desagua a sua loucura no meu colo e repousa sobre meus pedaços espalhados pelo chão. Volta, me pega da sujeira e diz que está tudo perfeito, que está tudo bem. Não preciso de olhos enquanto tiver a sua presença. Os olhos de dentro, meu querido, estes, não se fecham nunca. E quando a gente dorme, eles quase saltam para além do desconhecido.
À você, Frida, que não deixou escapar até as levezas das dores.