"(...)Meias verdades
E muita insensatez."
(Flora Figueiredo)
E muita insensatez."
(Flora Figueiredo)
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Para toda a sorte
O próximo passo era não pensar em coisa alguma. Ir levando do jeito que era, do jeito que tinha de ser. Não havia nada a fazer, além de parar de lamentar as perdas.
Agora, memória curta e uma janela aberta curariam qualquer problema. O que é leve demais, meu amor - às vezes - o tempo leva.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
"(...)não é verdade que alguma vez tivesses sequer pensado numa possibilidade de salvação: sabias desde o começo da consistência ácida do que tecias, e no entanto persistias nela, como quem penetra num beco sem saída, caminhando pela estreita dimensão que sabias desde sempre intransponível: sim, tu sabias deste momento a construir-se desde o começo, e não fizeste nenhuma tentativa de evitá-lo..."
(Conto: O Afogado; O Ovo Apunhalado, Caio F.)
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
-
"Eu tô levando tudo de mim
Que é pra não ter razão pra chorar
Vê se te alimenta
E não pensa que eu fui por não te amar"
(Adeus você, L.H.)
- Enfim, eu só vim mesmo pra saber como você está...
(Silêncio: como estamos, o que vai ser de nós, se ainda há nós. O que está acontecendo,benzinho? Porque você tem que se mostrar distante desse jeito? Eu entendo, eu bem entendo porque eu também sofri. Mas você pareceu seguir tão bem, e pareceu se encaixar em outros mundos tão perfeitamente. Eu recolhi os cacos, limpei a casa e comprei outro vaso para flores. Mas ao contrario de você, que sempre troca de buquê, eu fui foi querer deixar a semente lá, pra esperar crescer. E toda vez que eu penso que a semente vai vingar... não sei se está faltando luz ou se eu reguei demais, com meus olhos.
Agora, eu estou aqui. Nesse silencio que vai me dilacerando. Só o que eu queria era não estar aqui, não aqui exatamente... mas aqui desse jeito. Porque desse jeito, meu amor, não dá mais. Eu sei que não dá mais. Eu vou me acostumar a falta, porque a ausência... essa sempre existiu.)
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Tudo novo, de novo.
Quero a brisa leve do ano que chegou, e um amor doce feito mel.
Quero perder o medo de amar de novo, o novo. Dessa vez, fiz um pedido ao acender as velas, quis ser feliz. Peço, com cuidado, para que não nos queimem com essa chama que se chama esperança. Espera, criança. O ano novo chegou e é tudo novo, de novo.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
O que você tem de novo para o ano novo?
Que não nos falte coragem e fé, porque o que ilumina por dentro, irradia.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
"Um dia veremos, um dia aprenderemos.
Há sempre coisas novas.
Sempre ligadas à antiga existência."
(Frida Kahlo)
Quando antes, sentia que ver doía cada vez mais.
Deixo-te voar, meu amor. Na esperança de que você não tarde a voltar. Voa e trás de volta o que ainda sobrou de mim. E quando tiveres prestes a ir, escorre-me pelas mãos e pelo ventre, desagua a sua loucura no meu colo e repousa sobre meus pedaços espalhados pelo chão. Volta, me pega da sujeira e diz que está tudo perfeito, que está tudo bem. Não preciso de olhos enquanto tiver a sua presença. Os olhos de dentro, meu querido, estes, não se fecham nunca. E quando a gente dorme, eles quase saltam para além do desconhecido.
À você, Frida, que não deixou escapar até as levezas das dores.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
E para que não chorasse, pensava em coisas como: calma, menina. Calma que vai passar. Essa onda de maus fluidos está indo embora, um hora tudo se ajeita. E se não se ajeitar... O que não tem remédio, remediado está.
sábado, 3 de dezembro de 2011
Sob(re) a estação
A vontade dá e ultra-passa. Abandono os sentidos.
O relógio toca esperando que eu tenha entendido que o tempo já passou, meu amor. Estamos sozinhos nessa estação, esperando um ónibus que nunca chega.
Estou do outro lado da estação e você não me vê. Você, que só consegue enxergar o que é efémero. Mas começo a não cultivar esse envolvimento porque sei que você não está disposto a aceitar tudo o que eu tenho a oferecer. O que eu tenho é demais para apenas uma viagem sem volta, e suas passagens sempre estão marcadas. Não quero me perder na estação, meu bem. Então, prefiro não terminar a viagem. Pego um táxi na volta, pago mais caro por desistir dessa aventura mais cedo do que o imaginado. Entenda: com o tempo você iria esquecer de me regar. A longo prazo, love, você só me traz problemas.
Saio de um abismo, para encarar outro. Por enquanto, fico à margem.
Me aceito, te aceito.
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