E a estranha sensação de não ter um caminho para seguir. Hoje, abri um espaço enorme para a insegurança. Por favor, alguém cuide de mim.
"(...)Meias verdades
E muita insensatez."
(Flora Figueiredo)
E muita insensatez."
(Flora Figueiredo)
quinta-feira, 5 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
Átimo
E a cada instante, eu não me acho. Eu não sou. Pra onde eu estou indo? Alguém me indique alguma direção. Porque eu não consigo continuar assim, sem norte..
Eu pensei que fugindo, os problemas iriam embora. Eles também fugiram...Só que desta vez, comigo.
E essa sombra que não se afasta, nem fica. Eu sei que ela não se esconde, mas também não se mostra. Tudo fica nas entrelinhas e não quero mais ler esse texto,não quero mais saber como vai ser esse final, que eu já até sei de cor.
Eu não sei porque eu continuo nesse suicídio lento. Lento e dolorido. Só eu saio partida, quero dizer, só eu não consigo sair. Minha cabeça dói. Estou tentando canalizar essa dor pra algum lugar, porque quando a gente não sente nada, é ai que se dói por inteira.
Eu estou tentando sentir. Mas cansei de tentar. Eu cansei de tudo, mas ainda continuo. E por que, meu Deus?
Estou tentando abrir as portas.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Sobre as leis
"E pela lei natural dos encontros,
eu deixo e recebo um tanto..."
(Os Novos Baianos)
Talvez nada daquilo fosse mesmo verdade. Porque, de uma forma ou de outra, nada é em si verdade... Ainda mais agora, em que toda aquela autoconfiança foi se esvaindo.
E as dúvidas iam sufocando, pouco a pouco. Pouco a pouco, ela fazia dessa confusão mais uma operação matemática. Somava, diminuía, dividia... Mas não dava pra multiplicar, não. Multiplicar era quase impossível, porque ela não aprendera assim. Aprendera de outro jeito, e desse outro jeito ela não largara nunca.
Sempre foi mais viável, mais cômodo dividir e somar, que multiplicar. Naquela cabeça, não tinha como multiplicar dois corações. E também não tinha como multiplicar um coração partido. Coração partido é divisão, e era só isso que ela sabia fazer.
Acontece que, em algum momento seria necessário aprender a lei da multiplicação. Porque quando se multiplica o amor, se têm amor em dobro.
E pensando assim, é bem mais justo. É melhor multiplicar “dois vezes dois”, do que somar 3 + 1. Embora desse o mesmo resultado, alguém sempre tinha que doar mais na cabeça dela. E ela já tinha doado demais (e se doído demais). Muitos pedaços tinham ido embora. E mesmo que infelizmente, ela aprendera que aquela matemática nunca dera certo... Mesmo que por dentro, parecesse um pouco lógica... Abandonar aquele pensamento era abandonar a si mesma. E ela já se abandonara há muito tempo. Tinha demorado um tempo para achar-se de novo, não correria esse risco novamente. Não, de novo, não.
E gritava, mesmo quando ninguém ouvia.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
São nessas horas que eu me sinto mais perdida. É nesse silencio que pareço não me encontrar. Não dou ouvidos a ele, ele não presta a atenção em mim. Ele não presta.
Repito todos os dias que as coisas vão mudar. Vão? Também não ouço resposta.
Sei até que essas perguntas retóricas, por serem retóricas, não merecem ser respondidas.
Ouvi uma vez que amor não é questão de merecimento.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
"Que seja doce..."
"Eu me pergunto se viver não será essa espécie de ciranda de sentimentos que se sucedem e se sucedem e deixam sempre sede no fim.”
(Caio F.)
Querido Caio,
Queria saber como é que eu faço para sair desses poços que eu tenho caído pelo caminho, porque eu tô tentando, mas não consigo encontrar o "quê". Onde está esse 'quê', pelo-amor-de-Deus?
O infinito é muito longe pra mim. Ninguém parece ter me dado da sua água. E se alguém deu, é bem possível que seja por isso que ela jorra para fora do meu peito. Às vezes, já nem durmo mais. Minha vida é mesmo dessas cirandas e muitas das coisas que eu quero dizer, acabam calando-se com a saudade.
Caio, por que eu continuo assim tão fraca? Que desfunção é essa dos sentidos? Continuo vulnerável demais. A vela com esperança ainda tá acesa. Eu sei que eu tenho que acabar com o
oxigênio que a sustenta. mas se eu parar de respirar, eu me apago também.
sábado, 26 de março de 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
Des(a)tino
A minha intenção era encurtar essas esperas e veja só o que me aconteceu...
Estou do lado de fora dos meus planos e não consigo tomar a direção certa. Porque a direção certa parece não existir.
domingo, 6 de março de 2011
Escudo, escuro.
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