"(...)Meias verdades
E muita insensatez."
(Flora Figueiredo)
E muita insensatez."
(Flora Figueiredo)
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Entre nós
Me tens nas entrelinhas, querido. Junto ao afago de tuas palavras não ditas, permaneço sonhando os teus sonhos mais bonitos. Quero o abraço cuidadoso que me pede para não ir embora, quero as nossas noites perdidas de sono.
O meu amor não há de ter pressa com as curvas dos seus caminhos. Encontre a placa que te chama pra voltar, pra ficar aqui, do lado da sua saudade. Para de se esconder por entre esses jogos que só ferem a ti, meu amor. Que o tempo não perdoa quem não aprendeu a amar. Encare o meu desejo e o aceite como seu. Os meus sinais são como espinhos nas flores, entende? Não procure me entender sempre, só na maior parte do tempo. Eu estou aqui.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
"Me diz o que é o sossego, que eu te mostro alguém a fim de te acompanhar." (L.H.)
"A gente caminha sem sentir os dedos dos pés tocarem no chão."
(Gabito Nunes)
(Gabito Nunes)
Me diz mesmo o que é o sossego, me ensina a não sufocar, meu amor. A não sufocar as outras pessoas com o meu excesso de amor, de ciume e de saudade. Que elas já dão uma volta danada aqui no meu peito, sabe? Não tá sendo fácil segurar essa barra sozinha, não. Mas eu estou acordando todos os dias e fingindo que isso não acontece, pra uma hora eu acreditar e não mais acontecer.
Então, diz pra mim o que eu tenho que fazer pra parar com esses planos e esses sonhos. Se a ideia do ano novo era exatamente não fazer planos. Mas sabes que sou metódica que gosto de ter as minhas ações pertinho de mim, que gosto de ter você pertinho de mim. Pousa a sua mão na minha cabeça e diz que já passou, que está tudo indo como a gente tinha planejado, sem fazer planos.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
"Quem parte também fica partido"
(página do Facebook "Eu me chamo Antonio)
Me perdoe, meu Deus, mas eu matei.
Com muito dó, sem muita piedade. Foi legitima defesa, eu sei. Mas esse nó no meu peito desfez, entende? Tive medo do arrependimento, mas essa danada não me dava outra opção. Eu juro que eu tentei conviver, ser amiga dela, aceitar todo o fado que eu carregava sozinha por conta dela, mas não deu mais. Como prova de amor a mim, eu tive que cometer um crime. Matei-a. Foi crime passional, pra a paixão ir embora. Matei a esperança do amor por amor. Cravei uma faca no meu peito para não haver mais sofrimento, veja só que contradição. E você pensa que doeu? Pior que não.
Doeu foi antes, sem a faca, matei pra continuar viva. Porque eu estava era morrendo por dentro, viu? Eu estava acompanhada da solidão, sentir solidão por dois não é bom, não.Matei e queria dizer que vou continuar matando, caso pinte mais tristeza por ai. O que faz bem é envolto por doçura. Então, me perdoe por antecedencia, porque eu, já me perdoei faz tempo...
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
sábado, 19 de janeiro de 2013
Da chegada do Amor, Elisa Lucinda.
"Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.
Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.
que falasse
que soubesse o que sentisse.
Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.
Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.
Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor(...)
Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.
Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.
Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.
Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.
Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.
Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.
Sem senãos.
Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.
Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor
é a sua negação.
Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.
Sem senãos.
Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.
Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor
é a sua negação.
Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.
Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.
Sempre quis um amor não omisso
e que sua estórias me contasse.
Ah, eu sempre quis um amor que amasse."
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.
Sempre quis um amor não omisso
e que sua estórias me contasse.
Ah, eu sempre quis um amor que amasse."
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Tempo pra quê?
"Ah, será que o tempo tem tempo pra amar?
Ou só me quer tão só?
E então se tudo passa em branco eu vou pesar"
(O Tempo, Móveis Coloniais de Acaju)
"- Desculpa, eu estava sem tempo. Foi uma correria, acabei esquecendo."
Esquecimento é desculpa de quem não se importa. A falta de tempo é a aliada da mentira. Quando a gente se importa, o esquecimento vira fantasma. Se o tempo está corrido, a gente dá um freio nele e manda um sinal, um aviso de fumaça, um bilhete colado da geladeira.
Quem não se importa, não se importa em inventar uma desculpa. Qualquer desculpa assim, só para fingir que se importou, pra não ferir o ego de boa pessoa.
Quem não se importa diz "me liga mesmo", e não "eu te ligo". A pessoa que não se importa não quer firmar compromisso, não quer ter a obrigação de ligar no outro dia, de ligar no mesmo dia, de ligar.
Falta de tempo é ter coisa melhor pra fazer.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
sábado, 5 de janeiro de 2013
"Que o acaso é amigo do meu coração..."
"Se o que eu sou é também o que eu escolhi ser,
aceito a condição. "
(O Velho e o Moço, Los Hermanos)
Digam a todos que se eu for e não mais voltar, é por excesso de coragem, excesso de bagagem no coração e nos ombros. E pra deixar tudo pelo caminho e seguir viagem, só mesmo uma loucura, um recomeço. Meço com fita métrica o caminho pra onde ir, e não sei aonde chegar.
Só sei que devo chegar, que quero chegar. Conseguirei desatar os nós antes do último por-do-sol. Serei livre, serei leve... Será?
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
"Um recomeço é uma forma de se encontrar
Por ser tranquilo, por ser sincero
Não me preocupa, o que não for é o que vai passar..."
(Sempre te quis - Herbert Vianna)
O que é mesmo o fim do mundo se não a falta de amor, a falta de paz e a falta de fé em alguma coisa?
Olha, meu bem... Nossos mundos estão mesmo acabando, nosso ciclo está desabando sob o céu e já não se pode fazer nada, além de olhar para as chamas caindo e pedir muito para que acabe mesmo. Ou só que alguma coisa fique.
Planos para o Ano Novo: Não fazer planos!
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Sob(re) as vertingens
"O que são vertigens? Medo de cair? Mas então porque é que temos vertigens num miradoiro protegido com um parapeito? As vertigens não são o medo de cair. É a voz do vazio por debaixo de nós que nos enfeitiça e atrai, o desejo de cair do qual,
logo a seguir, nos protegemos com pavor. "
(A Insustentável Leveza do Ser, Milan Kundera)
O seu afago apaga no meu peito todo o medo de ir adiante. Eu fui falar sobre vertigens e esqueci, meu bem. Olha só, esqueci da minha citação favorita, esqueci a minha canção favorita pra poder tocar pra você. Pra te tocar no coração, querido. Deixei o medo de ter medo passar.
Olho pela sua janela e estamos sob o mesmo céu. Estrelas sempre mudam e a gente só percebe depois que elas não existem mais. Brinco com o seu desespero, com a sua solidão. Que mania é essa de querer ser bastante para o mundo?
Você continua escondido sob os seus livros nunca lidos.Você me diz que quer solução. E quem é que quer problema, meu amor? Eu também quero a paz. Mas veja bem, não confunda solução com solidão.
Solução é solidão a dois.
Assinar:
Postagens (Atom)



